- Muito havia na minha cabeça. Pensamentos desordenados. Qualquer sua ordenação levava-me a concluir que apenas me libertaria com desordem exterior. Originalmente publicado em Fevereiro de 2024.
Libertação é além-Liberdade. Libertar é verbo-Ação.
Que se celebre a Forma-em-Mutação e não este «Estático»:
Um passado construído de Historiografia de heróis restritos,
ofuscando os pilares formados pelo raiz-coletivo;
Pois ‘Pedir a Palavra’ é fazer-se depender de ser ouvido.
(Esperam-se mais messias de flor ao peito?)
Celebra-se mais a gota-Palavra que a onda-Organização –
Passam-se meras histórias ‘nacionais’, ignora-se a teia global;
(Esmagaram as pernas das aranhas historiadoras precárias)
Romantizou-se o conceito de Revolução,
Mobilizou-se o esquecimento de mil movimentos.
Pois afinal a madrugada esperada já chegou:
Não estamos libertos da poluição da opressão fascista?
Eu, tu, a ativista espancada, o morto pela policia,
e a assembleia-popular anti-fascista contra-protestada?
(Qual megafone confiscado? Não ouvi)
Terrorismo estocastico foi guerra que o mundo anterior perdeu.
(O mundo anterior-antigo acabou dentro de última década)
Que orgulho, defender a celebração das revoluções do passado;
Mas cuidado, falar do presente é imoderado, e demasiado político.